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Ano Novo 2013

 

 A CONTAGEM DO TEMPO (a Abgar Renault)

 

A contagem do tempo

do poeta

não é a do relógio

nem a da folhinha.

É amadurecer de poemas

a envolvê-lo e tirar-lhe

toda marca de tempo

de folhinha

de relógio

e a situá-lo

no tempo além do tempo,

onde paira o sentido,

a razão última das coisas

imersas em poesia.

 

ANDRADE, Carlos Drummond de. Viola de bolso III, in Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002. p. 1437.

 

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